Translate

terça-feira, 31 de julho de 2012

MC5: A marginália do rock n' roll

RITA LEE disse em uma de suas letras que “roqueiro brasileiro sempre teve cara de bandido”. Verdade seja dita: perto de alguns espécimes paridos no ninho do rock n´roll, os rockers brasileiros são a mais fina flor da sociedade.
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
No livro “Mate-me, Por Favor”, o autor, jornalista e porra louca LARRY "LEGS" MCNEIL (em parceira com GILLIAM MCCAIN) traça um retrato das bandas e artistas do punk, desde seus graus de parentesco mais remotos, a partir da “costura” de depoimentos dos próprios protagonistas da cena. História escabrosas e quase surreais envolvendo groupies, sodomia, cafetões, heroína e outras “amenidades” estão lá, contadas pela santa palavra de gente como LOU REED, IGGY POP, JOHNNY THUNDERS e outras figuras.Agora, em termos de ficha policial corrida, o MOTOR CITY FIVE - MC5 - mostra que, além de seminais para o punk, overdoses e prisões por arruaça eram coisa para o time juvenil do rock n´ roll. Esquerdistas radicais, traficantes e junkies ao extremo, eles deixaram claro que, se o caminho para o topo do rock n roll é longo, ele também é dolorido como uma paulada na orelha.
Em um curto período de duração inicial (de 1964 a 1972), as apresentações do MC5 foram descritas pelo aclamado (e odiado) colunista ROBERT BIXBY como "uma força da natureza catastrófica que a banda mal era capaz de controlar". Se IGGY POP rolava por cimas de cacos de vidro e vomitava no palco toda noite, as guitarras de WAYNE KRAMER e FRED “SONIC” SMITH funcionavam como metralhadoras cuspindo riffs a torto e a direita. Influenciados por forças tão diversas quanto CHUCK BERRY e marxismo, o som da banda casava a política reacionária e a violência das ruas em um som nocivo, barulhento, maravilhoso.
“Kick out the jams, motherfuckers!” – vamos detonar filhos da p...” - era a singela mensagem do MC5 a seu público no debut da banda - dez anos antes dos PISTOLS serem banidos da mídia inglesa por dizerem “escroto” em rede nacional. Depois de três álbuns clássicos, o grupo se separou e cada um foi cuidar da vida: KRAMER puxou uns anos de cadeia por tráfico de entorpecentes, o vocalista ROB TYNER morreu de ataque cardíaco com quarenta e seis anos, “Sonic” Smith morreu de overdose com quarenta e cinco, o baixista MICHAEL DAVIS morreu de cirrose hepática e o baterista DENNIS THOMPSON... está vivo. E reativou a banda em 2003 que já contou com LEMMY e IAN ATSBURY como vocalistas em participações especiais.
E tem gente por aí que acha que é perigoso...
Discografia essencial:
• 1969: Kick out the Jams
• 1970: Back in the USA
• 1971: High Time

Fonte: MC5: A marginália do rock n' roll - Matérias e Biografias http://whiplash.net/materias/biografias/160055-mc5.html#ixzz22CNZf9n5

Nenhum comentário:

Postar um comentário