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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Avenged Sevenfold: produzido para o mundo pop

A grande exposição do AVENGED SEVENFOLD  nos últimos tempos, com seu último álbum “Nightmare” de 2010, trouxe a banda, com seus mais de 10 anos de história, para o patamar de gigante promissor do Rock mundial. Muito se deve ao fato de seu baterista original, Jimmy “The Rev” Sullivan, ter morrido antes de um novo lançamento – “Nightmare” foi pré-escrito com Jimmy em vida e lançado em sua homenagem tempos depois. E pela parceria com o consagrado baterista Mike Portnoy, que gravou as partes de Jimmy em “Nightmare” e excursionando com a banda em seguida. Fatos que ajudaram a destacar a banda.

O premiado álbum e toda história que envolve seu lançamento, fez com que a banda aumentasse (e muito) seu número de fãs e consequentemente, o de gente que não os suporta. Mas a qualidade musical que o grupo americano vem apresentando desde seu primeiro lançamento é algo inquestionável.
Os caras que, de banda underground de Metalcore, passaram a produzir um Heavy Metal com pés no Hard Rock e no Punk – houve uma mudança brusca de sonoridade a partir de 2005, com o álbum “City of Evil”- foram ganhando espaço no mainstream e evoluindo a cada novo lançamento. Isso fez com que alguns antigos fãs passassem a questionar sobre o futuro da banda, afinal, holofotes demais muitas vezes ofuscam o verdadeiro brilho de certas estrelas.
Só que desde a sua origem o AVENGED SEVENFOLD nunca escondeu onde queria estar. A banda sempre investiu pesado em imagem e divulgação. Criou uma base fiel de fãs e conseguiu criar uma fórmula musical acima da média – banda “antenada” que sugou um pouco de tudo o que o Rock Pesado produziu de melhor. Deu importantes passos tocando ao lado de grandes nomes, como Metallica e Iron Maiden (com quem saíram em turnê como banda de abertura). Mas infelizmente se tornaram mais conhecidos pela trágica história que precede “Nightmare”, do que pelos seus esforços artísticos. E a velocidade da informação nos dias de hoje, ajudaram a deturpar um pouco a coisa toda.
Mas analisando a banda musicalmente, o AVENGED SEVENFOLD é formado por ótimos músicos e produziu bons álbuns ao longo dos anos. “Waking The Fallen” é um álbum de Metalcore intocável, “City of Evil” apontou novos rumos à banda em músicas ótimas, “Avenged Sevenfold” de 2007 os mostrou como verdadeiros hitmakers, “Diamonds In The Rough” é um lado B com nível altíssimo e “Nightmare”, traz toda a carga emocional da perda de Jimmy, ótimos momentos criativos e outros nem tão inspirados, mas é o AVENGED SEVENFOLD se firmando como excelentes músicos e compositores.
São Rock Stars no real sentido da expressão: caras bonitos com quem as garotas podem sonhar e músicos virtuosos em quem os caras podem se inspirar - só não se envolvem em escândalos como faziam os Rock Stars de antigamente. Têm um excelente vocalista, com muita personalidade vocal – técnica muitos tem, mas Shadows possui o feeling certo, uma voz que vem da alma e dá pra sentir a garganta do cara queimando enquanto canta. Tocam um som ideal para grandes plateias. Sabem se promover e vender sua marca. Sim, é um produto, mas um produto idealizado por amigos e que, mesmo com as grandes gravadoras sabendo disso e investindo pesado, mantém a qualidade no que fazem melhor: música boa e pesada. Trazem ao mundo pop coisas que fazem falta desde o suicídio de Cobain, a dissolução do GUNS N’ ROSES e quando o METALLICA tentou parecer o U2.

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